Retorno

                 Caros amigos e amigas. Depois desse longo tempo sem postar alguma novidade, quero informar que tive dificuldades em apagar o conteúdo antigo ( livro) e dar início a novos textos. Quanto ao livro, estou refazendo ( esta é a fase de transpiração) para enfim publicar. Naõ sei ainda quando será, mas está no forno, como se diz.  Várias pessoas me cobram para ver o final da história, mas logo terão satisfeita a curiosidade. Gostaria que notificassem o recebimento deste. Necessito saber o andamento do Blog, se está funcionando, ou não.

                    De qualquer maneira, ofereço esses versos de autoria do meu bisavô, Firmino Cândido de Figueiredo, cuja obra estou resgatando e pretendo publicar ainda este ano.  Grata pela paciência. Leony

 A MINHA FLAUTA

   Se tarde, alta noite me opprime a tristesa,

   Nas horas caladas pensando ao luar,

   Só tu, minha flauta, me entendes as queixas,

   Só tu me percebes, se vês-me chorar.

 

    E as notas candentes, que os échos repetem,

    São tristes suspiros, de um peito amador;

    Parecem-me as vozes da virgem queixosa

    Cantando saudosa, fallando de amor!

 

     Se a lyra modula mimosos harpejos,

     Se o bardo se inspira vibrando a cantar,

     Se a dextra lhe aperta nas cordas delgadas,

     E ao peito magoado elle a faz reclinar.

 

     Eu levo-te aos lábios, e o ar que respiro

     Contigo reparto no canto, que é teu;

     Se soffro, em segredo, da ingrata os rigores,

    Tu gemes de amores ao sopro, que é meu.

 

      Nos cantos sagrados, nos hymnos celestes,

      Nas preces divinas tu tens o primor;

      Lá surges maviosa no meio da orchestra,

      Pareces, fallando, implorar ao senhor!

 

       E então se alta noite me opprime a tristeza,

       Nas horas caladas, pensando ao luar,

        Só tu, minha flauta, me entendes as queixas,

         Só tu me percebes, se vês-me chorar!…

 

 

 

 

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